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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hoje tive um sonho, quem me dera fosse real,
Sonhei que caminhávamos de mãos dadas 
Entre as nuvens como véu,
Desenhamos lembranças de nós dois,
Intimidades de um casal,
Somente os protagonistas sabem contar
Envolvidos no azul do céu
Jamais ficaremos juntos
Se não aprendermos a arte de amar
Esse segredo tão bonito do caminho
Hieroglifos de um livro para decifrar
Na viajem desse sonho estelar 
Nossas almas eu vi flutuar
Nas delicadas linhas do infinito
Fomos nascidos de um romance 
De um grande  amor lunar
Apaixonados pela lua, lua, lua
Cheia de mistérios
Nos finos grão de areia, mente branca
Segredo e solidão em seus hemisférios




sábado, 4 de fevereiro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR

   (II Parte A INVEJA DE ROSA)

  Maria Heloísa e a sua ama chegavam em casa depois da missa, quando dona Maria Antonieta que estava na sala de visitas fazendo um lindo bordado, as chamou:
-Maria Heloísa! Espere um pouco, preciso falar com você.
Eu andei prestando atenção e você tem ido muito à igreja a que se deve toda essa devoção?
E além do mais tem demorado demais a chegar em casa, já viu que horas são? Você nunca foi de está indo a missa, e agora não perde um domingo de reza, então, você pode me explicar? Ou quer explicar para o seu pai? 
Quando viu dona Antonieta chamar Heloísa, Sebá passou caladinha para a cozinha e ficou por lá, mas, não escapou do interrogatório da Sinhá.  
-Sebá!!! Gritou a sinhá. 
A negrinha veio cabisbaixa, já esperando pela a pergunta da sua sinnhá e que ela com certeza jamais poderia responder. 
-Sim minha Sinhá, o que a nhora qué cum eu? 
-Me conte agora mesmo, o que vocês ficam fazendo depois que termina a missa? 
-Nada não, sinhá eu juro pá nhora num fazemu nada não!  
-Ô negrinha você me diga a verdade, não me esconda nada porque senão, você já sabe, vai levar uma pisa daquelas, vou te deixar no vinagre!!!! 
Heloísa interveio defendendo a sua ama Sebá.
-Minha mãe por favor deixe-a, não ver que está quase desmaiando de medo coitadinha!
_Vamos saia da minha frente, sua imprestável!
_ Maria Heloísa, você sabe que seu pai está na fazenda fazendo a colheita do café e só voltará daqui a um mês,  e enquanto ele não chegar, sou eu quem resolve as coisa por aqui. 
-Mamãe, não está acontecendo nada apenas passeamos e esquecemos das horas, aliás, vi a sua comadre Josefina na missa ela lhe mandou lembranças e disse que qualquer um dia desses vem tomar chá com a senhora. Mamãe, estive pensando: Sebá tem que ganhar um vestido novo, notei que a sua comadre olhou-a de cima a baixo acho que reparava nas roupas da minha ama que já está velhinha, afinal ela anda comigo e as suas amigas podem falar de nós dizer que eu ando com uma escrava que veste trapos.   
-Sei, tá certo vou pensar nisso, pode ir para os seus aposentos.
Dessa vez Heloísa e Sebá escaparam.   
Nessas alturas a negra Rosa escutava tudo escondida. Ela tinha inveja de Sebá, porque ela achava que Sebá tinha uma vida boa por ser a ama de Heloísa, fazia passeios com a sinhazinha e tudo mais, e ainda iria ganhar um vestido novo, pra ela isso não poderia ficar assim, enquanto ela, fazia os trabalhos grosseiros da casa, e não ganhava nada. E como sofria de muita inveja , resolveu vigiar as duas. Aproximou-se da Sinhá e se ofereceu para investigar o que as duas moças faziam na rua depois da missa:
-Minha Sinhá perdoa eu mas, é que eu sem querê ouvi o que a nhora disse pá sinhzinha Heloísa e a Sebá, se a nhora querer eu sigo elas pra saber o que tá acontecenu.
- Então tá certo vá atrás delas quando forem a missa, preciso saber da verdeira história porque essa delas está muito mal contada e assim o fez, e descobriu tudo sobre nós. A negra invejosa correu e chegou antes das duas moças em casa e imediatamente  contou tudo para a Sinhá  Antonieta que ficou possessa com a tal notícia. 
E rosa fez o seu relato:  
-Minha sinhá, tenho inté medo de falar.
Oras, fale logo Rosa! deixe de trololó!!!
-Óia, eu vi as duas ansim de longe mas deu pra mim ver bem, sinhzinha Heloísa tava cunversanu cum um home sozinha.
-E Sebá onde estava?
-Ah! nun sei não nhora, quem sabe ela também tava namoranu, sabe-se lá aonde? E com quem?
-Eu sabia, que tinha algo errado, eu mato essas duas, elas vão me pagar caro por quererem me enganar.
 O nervosismo da sinhá fazia ela andar em círculos pela a grande sala de estar, e já ficou esperando a pobre Sebá com um chicote feito de couro crú daqueles que dói barbaridades e corta a carne de quem apanha.
Quando Heloísa e Sebá chegaram foram entrando, Sinhá Antonieta aparou a pobre negrinha com o chicote e bateu, bateu, e bateu......
-Sua Negra sem vergonha achou que ia me enganar sua feiticeira vagabunda! 
E bateu até não querer mais e Heloísa pedia chorando para que ela parasse, mas a Sinhá enfurecida não atendia a sua filha.
-Minha mãe por caridade, não bata mais, ela desmaiou oh! meu Deus! sou eu a culpada não deveria ter desobedecido os meus pais, venha Sebá vou cuidar de você. a Sinhá deu um grito que assustou a todos dizendo:
-Heloísa!!! larga essa negra imunda! você não vai cuidar de ninguém vai já para os seus aposentos! que eu vou lá conversar com você.
e levem essa negra, joguem ela num canto pra morrer, essa coisa imprestável.
Levaram-na para ala dos escravos deitaram-na para receber os cuidados necessários para sarar os cortes feitos pelo chicote da Sinhá.
Lá no meio dos escravos, tinha uma negra já idosa que se chamava Justina era a cozinheira da família, e também era quem fazia remédios para curar as doenças dos outros escravos, então ela foi cuidar de Sebá que estava muito mal pela a surra que recebeu da sua Sinhá. Enquanto isso a Sinhá esperou acalmasse um pouco e subiu até o sobrado para falar com Maria Heloísa.
E foi dizendo:
-Muito bem, vocês acharam que me enganariam por muito tempo? Quem é o rapaz com quem você conversava?
Maria Heloísa buscava resposta. 
-Não é ninguém especial apenas o conheci na igreja e estávamos conversando.
-E você não sabe que o seu pai lhe proibiu de conversar com homens?
-Sim mamãe.Perdão não quis desrespeitar as suas ordens e as de papai.
-Mas uma coisa me intriga, Como ficou sabendo? quem me denunciou? 
-Foi rosa que as seguiu e me contou.  
-Olha, mocinha não pense que vai ficar assim, ficará de castigo aqui no seu quarto não sairá para nada nem para comer na sala de jantar, uma negra trará o seu alimento e aqui comerás. Ficarás nessas condições até o seu pai chegar.
E saiu trancando a porta com chave e a guardou no cós da sua saia.
Maria Heloísa ficou muito triste e chorava copiosamente e pensava:
E agora meu Deus! Como vou viver sem ver o meu amor! Meu Waldemar? ai de mim como sofro pelo o mal que causei a pobre Sebá o que vai acontecer quando papai chegar não vou suportar isso tem quase um mês para esperar. 
enquanto isso, a negra Justina a cozinheira pediu para que a Rosa fosse levar alimento para Sebá.
E a rosa já pensando em maldade aceitou levar o alimento para Sebá. Chegando lá, olhou para a pobre escrava que estava toda deformada por causa da surra que levara da Sinhá,  debochou sarcasticamente:
-Bem feito desgraçada, viu? Ocê num é ninguém nun é mió di qui eu. Agora ocê vai morrê e eu vô cê a ama da Sinhazinha Maria Heloísa, vô ganhar vestido novo, vô paciá cum ela......e inté namorar!!!!  
E sabem o que aquela negra invejosa fez?
Não deu a comida para Sebá e ainda cuspiu em cima dela, e saiu, chegando na cozinha Justina perguntou se Sebá tinha se alimentado, Rosa respondeu com um jeito malicioso. 
-Sim Justina, ela comeu tudim lambeu o prato. E soltou uma risada  sarcástica.
-Tá bom, agora leva o armoço da Sinhazinha Heloísa!
Nossa! Rosa ficou toda prosa levou a bandeja com tudo que Maria Heloísa gostava de comer,  mas, quando ela entrou no quarto, Heloísa lançou-lhe um olhar jogando tudo da bandeja no chão e disse:
-Saia daqui sua negra falsa! Das suas mãos eu não quero nada. Saia!!!!! 
Gritou Heloísa sentindo asco da maldade da escrava.  Rosa saiu chorando um choro falso, a Sinhá Antonieta viu e perguntou:
-Porque choras Rosa? E Rosa soluçando respondeu:
-Ô minha nhora é que gostio tanto de sinhazinha Maria Heloísa, mas ela tá cum raiva de mim, num quis nem cumê. E eu fico muito triste quiria tanto qui ela gostasse de mim, eu só quiria o bem pra ela, se fosse eu a ama dela isso num tinha aconticidu eu ia proteger ela e num dechá homi ninum se aproximar dela. 
E foi com ar de riso pra cozinha.
A Sinhá Antonieta foi ver a filha no quarto, que estava muito triste pelo o castigo aplicado pela a mãe.
_Maria Heloísa pode me dizer porque não quis comer?
-Não estou com fome!
Olha mocinha vou avisando, não adianta fazer birra, não vou lhe absorver do castigo, é para aprender a não desobedecer aos seus pais.
Ditou as regras e saiu do quarto. Maria Heloísa ficou ainda mais triste e daí em diante todos os dias levavam-lhe as refeições e ela mal tocava a comida, por conta disso a moça foi ficando pálida e sem vida, preocupando a sinhá Antonieta, que pediu que fossem chamar o Dr. Germano para vê-la.
Quando Dr. Germano entrou no quarto viu a moça praticamente desfalecida, preocupou-se:
-Senhorita, senhorita, o que a senhorita sente? Por favor, me diga:
Ela tava tão fraca que não tinha coragem para falar, mas balbuciou:
-O que eu tenho Dr. é vontade de morrer.
-Não digas asneiras Senhorita, és tão moça, tanta vida para vier. 
Viver como os outros querem Dr? Prefiro morrer. 
O médico percebeu a dificuldade, então resolveu examiná-la:  Com licença senhorita, vou examiná-la, depois dos exames feitos   ele chamou a Sinhá e explicou-lhe:
-Senhora, Dona Antonieta, a sua filha adquiriu uma uma anemia que está caminhando pra uma grande fraqueza. O que houve?
-Bem Dr. essa menina não quer se alimentar, não sei mais o que faço, mando a cozinheira fazer pratos diferentes mas ela não quer... Essa menina só me dá preocupação ainda falta alguns dias para o meu marido voltar das fazendas onde está fazendo a colheita do café. O que eu faço agora?
-Senhora, vou receita-la um tônico fortificante e também sirva-lhe leite pelas as manhãs e as noites antes de dormir e canja de galinha nas refeições principais  é muito bom para reconstituir a força vital. 
Bem que a Sinhá tentou, mas Maria Heloísa estava irredutível queria vencer a mãe a todo custo.  
-Rosa vendo a preocupação de sinhá Antonieta, aproximou-se da sua sinhá e lhe fez um pedido emocionante:
-Sinhá, agora que a Sebá tá duenti e quem sabe pode inté morrê, eu queria pedir pra minha sinhora pra eu ser a nova ama da sinhazinha Maria Heloísa. Ansim vô ficá u tempo todo cuidando dela, a sinhora deixa?
-Tá bom Rosa, você será a nova ama de Heloísa, mas preste atenção se você não cuidar direito da minha filha......poderá terminar pior do que Sebá.
Sim sinhora, vou cuidar muito bem dela.
Rosa ficou muito alegre pela a resposta da sinhá Antonieta, e pensou: -Agora sim, consegui eu sou a nova ama da sinhazinha, agora sou eu qui vô paciá, ganhar presentes ah! eu quero ficar bem bunita!  
então dez dias se passaram e o senhor Gaudêncio voltou da fazenda e a casa ficou toda em pavorosos, os escravos todos agitados e a sinhá com cara de preocupação....Então ele perguntou:
-Então, tá tudo bem por aqui?
-Sim, meu marido estaria tudo bem se não fosse por Maria Heloísa que está enferma.
-O que mulher não me diga uma coisa dessa!!!
-Meu marido não tive culpa sabe como é a nossa filha.
-Me diga o que aconteceu?
-Eu a apliquei um castigo, a proibi que saísse do quarto até o senhor meu marido chegar. 
-E porque?
-Porque ela estava indo muito á missa então investiguei e descobri que andava se encontrando com um rapaz.
-E quem era esse rapaz?
-Não sei, não quis  me dizer e ela está sem se alimentar direito, chamei o Dr. Germano e ele me disse que ela esta muito fraca, e receitou um tônico fortificante e também para que eu sirva leite de manhã e a noite e nas refeições canja de galinha disse que é bom para repor a vitalidade.
-Quero conversar com o Dr. Germano pessoalmente, preciso saber dessa história direito.  
E então, o senhor Gaudêncio foi falar com o Dr. Germano que lhe falou com detalhes sobre a doença de Maria Heloísa.
-Senhor, a sua filha se encontra muito debilitada, e isso poderá evoluir para uma fraqueza profunda. 
-Então Dr. quero que venha comigo até a minha e a examine mais uma vez estou deveras preocupado com essa menina.
-Tá bom senhor vou convosco.
Chegando na casa do senhor Gaudêncio foi conduzido até os aposentos de Maria Heloísa, que levou um susto quando percebeu que a moça estava mais pálida e ainda  mais fraca, mas manteve-se calado para não assustar os pais. então examinou tudo, escultou os pulmões, naquela hora já tinha o diagnóstico.  
O senhor Gaudêncio:
-Então Dr? Por favor seja-me claro qual é o estado dela?
E temperando a garganta o Dr. respondeu:
-Bom Senhor, a sua filha não está nada bem, digo-lhe com certeza que ela está com fraqueza nos pulmões quase tuberculosa senhor, sinto muito, isso causou-lhe por não querer  alimentar-se. 
-E agora Dr? o que faremos?
-Seria muito senhor, que ela fosse para interior ficar por uns tempos na fazenda, respirar ar puro, tomar leite mugido (tirado direto da vaca) e vou preparar-lhe uns xaropes para limpar os pulmões como ainda não está tão seria a doença, com esse repouso certeza vai sarar logo. O interessante é que ela se levante bem cedo para respirar o ar fresco do campo e tome o leite que eu indiquei o senhor vai ver logo estará de volta e curada!
-Está bem Dr. amanhã mesmo viajaremos para a fazenda.
Então o senhor Gaudêncio chamou a esposa e explicou-lhe tudo o que o dr. Germano acabara de lhe aconselhar. 
-Está bem meu marido viajaremos amanhã temos que curar a nossa filha só temos ela não podemos perder-la. Venha Dr. levo-lhe até a porta. 
O Dr. - mando-lhes os remédios, até logo.
-Até logo Dr Germano.
Então arrumaram as malas e Maria Heloísa ainda relutando para não ir, mas o seu pai a fez aceitar a viagem. E bem cedo antes do sol nascer saíram para a tal viagem. Foram, Maria Heloísa, D. Maria Antonieta, Rosa e Juvêncio um outro escravo de lá da casa. Antes de saírem, Maria Heloísa pergunta por Sebá que se curou e a Sinhá a colocou para fazer os serviços que Rosa fazia antes. Coitada!!!! 
Chegando na fazenda, Maria Heloísa que nunca tinha ido à fazenda ficou deslumbrada com a natureza, ela adorava o campo, então ficou mais feliz pelo o menos, esqueceu os problemas da cidade mas não esqueceu o seu amado que ficara, pensava  todos os dias quando me  veria novamente!!!! 
E continuava triste mas, passado uns três dias depois que chegou a fazenda levantou-se pela a manhã e foi tomar ar no jardim, e os passarinhos faziam uma festa em sua volta parecia que queriam dizer-lhe algo, e realmente ela ouviu o que os passarinhos estavam lhe dizendo. E enquanto ela ouvia a cantoria alegre dos bichinhos, o seu coração ia se abrindo e enchendo-se de emoção e foi nesse momento mágico que ela tomou uma decisão:
-Porque estou triste? porque quero morrer? Não, eu preciso viver e vou encontrar o meu amor, preciso lutar, lutar muito pra vencer todas essas dificuldades, é...não posso demorar vai que ele arranja outra? Ai meu Deus não tinha pensado nisso. Ouviu passarinhos! Vou aceitar os seus conselhos, vou ser feliz como vocês, entendi que é simples ser feliz, é só querer...E eu quero muito rever o meu amado Waldemar. 
E assim Maria Heloísa começou a levar a sério a dieta do Dr. levantava cedo ia para o curral lá ela tomava uma caneca de leite puro mugido quentinho saído das tetas da vaca e tomava os remédios direitinho, Dona Maria Antonieta estava muito contente com os resultados. Passaram-se três meses de dieta e repouso lá na fazenda, e o Dr. Germano foi visitá-la à pedido do senhor Gaudêncio para verificar o estado de saúde de Maria Heloísa. chegando lá já ficou surpreso com o bem-estar da moça estava alegre, linda, como as flores do campo, ele perguntou:
-Então, senhorita como se sente? vejo que está muito bem!
-Sim Dr. estou me sentindo ótima! por favor quero voltar pra cidade, aqui é muito lindo e gostoso esse ar do campo mas, preciso voltar.
Bom, vou avaliar como vai a sua saúde mocinha só então lhe direi se já podes voltar.
-Então Dr. faça isso me examine por favor!
-Está certo! venha sente-se aqui nessa cadeira.
Heloísa sentou-se toda contente ansiosa para ouvir o parecer do médico. -Diga que estou curada Dr.! Eu sinto que estou porque me sinto muito bem, cheia de vida!
Ele a examinou com cuidado e calma fez um pouco de suspense então falou:
-Senhorita Maria Heloísa, você já pode voltar pra cidade, está curada senhorita graças a Deus! 
-Oh! Dr. graças a Deus e os passarinhos aí sorriu, e os outros sem saber do que se tratava perguntaram:
-Porque Deus e os passarinhos?
-Não é nada apenas coisas minhas e sorriu novamente.
-Então Dona Maria Antonieta, estou dando alta para a senhorita e podem partir para a cidade quando quiserem.
Isso era num sábado e então a viagem de volta à cidade foi marcada para a segunda-feira. E assim aconteceu. de volta à cidade vieram todos e agora o Dr. voltou junto com eles, e deu as boas novas para o senhor Gaudêncio que ficou cheio de alegria ao ver a filha curada, preparou uma festa para comemorar com um farto banquete. E depois estavam na sala todos conversando  se divertindo mas Maria Heloísa só pensava como voltaria à missa pra poder me ver. 
-O que vou fazer para ir à missa? Preciso ver Waldemar novamente, não é justo o que aconteceu conosco ele nem sabe o que aconteceu na verdade. Oh! minha Santa Cecília, me ajuda a ter uma boa ideia.  E foi dormir pensativa e preocupada de como faria para resolver essa situação.
A semana se passou e quando chegou o sábado e Maria Heloísa resolveu falar com o seu pai. Chegou temerosa perto do pai que estava no escritório com os óculos na ponta do nariz passando as vistas nas papeladas das finanças e então com muito receio ela falou:
-Papai! 
-Sim, minha filha o que você quer? Respondeu sem levantar as vistas.
-Papai, por favor eu quero fazer-lhe um pedido.
-Diga o que você quer senão, como posso saber o que você quer?
-É que é um pouco delicado o que eu quero pedir-lhe to tomando coragem para falar-lhe.
-Diga de uma vez  menina! O que é tão delicado que te amedronta tanto?
-Bom papai quero pedir-lhe para ir à missa amanhã.
-Ah! é isso? não posso consentir que vá e você sabe o porque.
-Mas papai preciso ir, tenho que agradecer a Santa Cecília pela a minha cura, o senhor não sabe mas fiz uma promessa para a Santa Cecília pela a minha saúde então tenho que ir levar uma vela com o meu tamanho, se eu não pagar a promessa posso vir a adoecer novamente.
-Está bem mas tenho que falar com a sua mãe primeiro. 
-Está certo papai.
Então o Senhor Gaudêncio mandou chamar a esposa e expôs o pedido da filha, e Dona Maria Antonieta disse firme que não podia ceder a esse pedido. 
-Meu marido, eu já expliquei-lhe o que aconteceu essa menina dizia que ia ara a missa mas na verdade ia se encontrar com um rapaz.
-Mas mulher ela me disse que tem que ir para pagar uma promessa que fez a Santa Cecília enquanto estava doente, tem que levar uma vela com o tamanho dela para a igreja de Santa Cecília. E veja, está curada, agora devemos agradecer. 
A senhora pensou um pouco e disse: 
-Está bem, mas vamos todos juntos para agradecer essa graça.
Maria Heloísa ficou eufórica, mesmo sabendo que iria com os pais acompanhando-a mas seria uma oportunidade de quem sabe me ver na igreja. 
Na hora de dormir ela fez uma oração de agradecimento a Deus e a Santa Cecília por ajudar-lhe a conseguir esse milagre de ir missa quando ela pensava que nunca mais teria esse prazer. No dia seguinte, cedo ela já estava arrumada na mesa do café apressando a sua mãe.
-Vamos minha mãe, não se demore, pois a missa começa cedinho não posso me atrasar. Ainda temos que passar lá naquele senhor que fabrica velas, tenho que comprar uma vela do meu tamanho.
Deixa de tanta pressa menina, ainda tem muito tempo. Rosa... traga as nossas sombrinhas!!! 
Vamos todos de uma vez!
Chegaram na igreja e a senhora disse:
-Maria Heloísa, é nessa igreja que você vem á missa?  nessa igrejinha? por que você não vai na igreja de São Jorge é uma igreja grande muito bonita.....
-Mamãe, eu gosto é dessa igreja, aliás eu venho aqui por causa da Santa Cecília que me curou.
Tá bom mas não me convence viu? eu sei muito bem porque é que vem aqui.
-Mamãe não brigue comigo aqui não é lugar para brigas. Venha vamos falar com o Padre José. Padre José, hoje vim com os meus pais, o senhor Gaudêncio e a senhora Maria Antonieta.
-Oras, sejam muito bem vindos a nossa pequena igrejinha! Senti falta da senhorita Maria Heloísa que nunca mais veio a minha missa.
Dona Antonieta respondeu:
-Maria Heloísa esteve muito doente padre e teve que viajar para a fazenda para se tratar e repousar, mas agora está tudo bem. O senhor Gaudêncio completou:
-E foi por isso padre que vinhemos. Enquanto estava doente, Maria Heloísa fez uma promessa para Santa Cecília para ajudar-lhe na sua cura, tome essa vela ela prometeu para a Santa, tem o tamanho dela. Essa minha filha tem cada uma, Padre.....!!!!
-Sim Padre José, eu fiz a promessa e veja estou muito bem de saúde.
-Sim, sim, claro está muito bem e muito bonita também!!  Precisamos ter fé meus filhos, as vezes a fé cura mais do que qualquer remédio.
 Agora acomodem-se nas cadeiras porque já vou começar a missa. 
Sentaram-se todos e Maria Heloísa procurava com os olhos por toda a igreja para ver se me via mas nesse domingo não fui já andava desesperançado não achava que voltaria a vê-la nunca mais.
mas voltando lá para a família Morais, Heloísa ficou triste desapontada mas não poderia demonstrar de jeito nenhum o que estava sentindo. Chegou também a pensar que jamais me veria novamente.
-Com certeza já me esqueceu, só pode ter arrumado outra, não se importa mais comigo, acho que vou tratar de esquece-lo será melhor pra mim. Vou deixar de pensar nesse amor impossível, ele não é pra mim.  
E os dias foram se passando ela sempre pedindo para ir a igreja mas não tinha mais a pretensão de me encontrar, ia porque aprendeu a gostar da igrejinha e também porque Santa Cecília a queria por lá. Só sei que ela ganhou confiança novamente de ir à missa apenas com a ama Rosa. E eu também as vezes ia à missa, mas não acreditava em nada mais nem no milagre que eu pedi para Santa. 
Então, era um domingo de páscoa e já completara um ano de espera, então resolvi naquele domingo reclamar com a Santa já pensou isso? Eu fui à igreja para brigar com a Santa, mas quando cheguei que olhei para o altar, quem eu vejo sentada no banco do lado direito da igreja? Sim, sim, era ela a minha Maria Heloísa, linda como sempre! Não podem imaginar o que senti naquela hora, o meu coração quase saltou do peito de tanta emoção, entrei e então fiquei sentado nos últimos bancos lá atrás esperando acinosamente a missa terminar. A missa mal terminou lá estava eu fora da igreja esperando Maria Heloísa sair quando ela saiu com a nova ama fiquei intrigado mas me contive e a cumprimentei:
-Senhorita Maria Heloísa, ela então reconheceu a minha voz  e olhou para trás quase não querendo acreditar que seria eu quem estava ali em carne e osso. 
-Senhor Waldemar que surpresa! quase me matou de susto senhor, pensei que nunca mais o veria por aqui minha nossa! 
Perguntei porque não tinha mais ido à missa, ela então contou-me toda a história que vocês já sabem.    
E conversamos e tal e ela sem se preocupar com ama Rosa que até se afastou de nós nos deixando a vontade. Então achando estranha a atitude negra,  falei para Heloísa:
-E essa negra não vai nos delatar?  
-Minha nossa! nem me importei com ela e agora? será que vai contar para o meu pai?
-Tomara que não, porque senão estaremos perdidos. Mas agora vá pra casa antes que as coisas piorem.
-Está bem eu vou. E se acontecer alguma coisa que eu não possa vir mandarei um recado aqui na igreja por um dos criados para que deixe com o Padre José. Até mais.
-Até senhorita!
-Venha Rosa vamos embora!
-Sim sinhazinha vamo!
Os dias foram se passando e Maria Heloísa sempre com medo que a ama lhe dedurasse para o pai, mas a Rosa não comentou nada com ninguém.
Um belo dia a ama rosa arrumando as jóias da sinhazinha  invejosa como ela era desejou um dos seus brincos. E falou com tom de chantagem para Maria Heloísa:
-Oh! ninhazinha tem tantas jóias eu nunca tive nenhuma e esse brinco ia ficá bom em mim a nhorinha nun acha?
-Oras rosa sabe que não gosto de você foi por sua causa que Sebá quase morreu e deixou de ser a minha ama, minha mãe agora a castiga fazendo trabalhos pesados coitadinha!
e agora quer os meus brincos? oras se enxerga negra.
 Vixe! ninhá num sei pruque fala ansim, arre, eu fazia tudo e ninguém tinha pena deu.
-Falo porque eis invejosa!
-Nun so não, só acho que também mereço as coisa boa. quanto a nhorinha acha que vale esse brinco? Acha que ele vale o seu segredo?
-Mas eu sabia,..... que você só podia está querendo alguma coisa, fica com essa porcaria sua negra invejosa! 
A Rosa ficou toda feliz com os brincos e guardou dentro dos seios, dizendo:
-Nun si preocupe nhazinha o seu segredo tá guardado. 
E os dias foram se passando e Rosa achou que tava na hora de extorquir mais alguma coisa da sua sinhazinha: 
-Sabe, a nhazinha perdoa eu, mas eu queria lhe pedir uma coisa.
-O que você quer agora Rosa? 
-É que eu óio os seus vistidu e me dá uma vontade de ter um desses.....
-Ah é, então você quer um dos meus vestidos agora? e eu posso saber quando é que você vai vestir-lo? você acha que a minha mãe vai deixar você usar um dos meus vestidos? Deixa de ser burra!!! 
-O que a nhazinha acha que a sinha vai fazê se suber do seu Waldemar?
-Rosa, não pose te dá um dos meus vestidos, a minha mãe não deixa você vestir você quer morrer de tanto apanhar?
Não nhazinha, não!
-Posso pedir pra minha mãe te comprar um vestido novo tá bom?
-Tá sim nhorinha mas tem que ser bem bonito.
-Vai ser vestido de escrava oras! 
E Maria Heloísa cumpriu o prometido falou com senhora Maria Antonieta que desse um vestido novo para a Rosa, por causa dos passeios com ela e não  queria andar com uma ama mal trapilha.  A senhora concordou. 
quando rosa já estava com o vesto novo e os brincos, resolveu colocá-los e foi fazer pouco de Sebá:

UMA HISTÓRIA DE AMOR
A INVEJA DE ROSA  -Parte II
      Então Rosa já com o vestido e os brincos que extorquiu de Maria Heloísa, foi fazer pouco de Sebá.
     -Óia Sebá como tô bunita, agora sou eu qui passeio com a sinhazinha Heloísa, óia, pra eu sua mulambenta!  Eu sei pruque é qui num mi óia, é pruque sô mió qui ocê, sô bunita e sabe o Juvêncio? Agora ele vai mim querê.
Rosa falou de Juvêncio que se tratava de um escravo da casa e que estava com um namorico com Sebá. Mas Sebá não dava muita importância para o que Rosa debochadamente dizia tocando nos brincos e abrindo as saias do vestido se mostrando para Sebá para fazer-lhe inveja.    
 -Me deixe em paz rosa, cuidado pra não morder a sua língua, pruque se morder, vai morrer invenenada sua coisa ruim. Saia daqui me deixe com os meus trabaios que pur sinar, era seu, sua invejosa!
      -Pois é eu vô memo, se eu fico perto de ocê, vô é sujar o meu vistidu,  oxe!
      Depois que tripudiou bastante em cima de Sebá deu uma rabissaca e saiu toda prosa. Mas alegria de pobre dura pouco não é mesmo? E a dos escravos naquele tempo durava  muito menos. Então Rosa ia toda faceira e deu de cara com a sinhá Maria Antonieta que reparou nos brincos e no vestido que Rosa usava e indignada indagou:
      -Rosa, que despautério é esse? O que faz com esse vestido?
      -Nhá Antonieta, a nhora nun lembra foi a nhazinha Maria Heloísa qui pediu pá nhora me dá um vestido?
      -Sim, mas não era um vestido assim era vestido de escrava você sua negra atrevida está com vestido que se parece com os vestidos de Maria Heloísa. O que quer? Ser igual a minha filha? E esses brincos?
      -Bricu nhora, qui brincu?
      -Esses aí pendurados nas suas orelhas explique-se!
      Ah! Eu expricu minha nhora, foi a sinhazinha Maria Heloísa qui mi deu.
      -Eu não acredito! Venha, vou conferir com Maria Heloísa!
E a sinhá saiu puxando a negra pela a orelha, e Rosa gritava desesperada, Maria Heloísa escutou os gritos da negra e veio ao encontro pra saber do que se tratava.
     -Mamãe, o que é isso?
     -É essa negra Maria Heloísa que tá toda enfeitada com a sua suas joias tá que  parece uma macaca e ainda disse que foi você que a deu, mas eu não acredito nessa história com certeza essa negra sem vergonha roubou.
      -Mamãe é verdade eu as dei essas coisas.
      -Não defenda essa negra ladra, pensou o que? Sua negra imunda? Que ia usar as joias da minha filha? Pois bem, você vai aprender a não roubar mais!!
     - Mamãe o que vais fazer? Deixa essa invejosa com essas porcarias não ligo.
      -Mas eu sim e vou aplicar-lhe um castigo para que sirva de exemplo para os outros.
Aí Rosa tremeu de medo porque já conhecia os castigos da Sinhá.
      Piedade minha nhá a nhora é tão boa, perdoa eu ai de mim num robei nada.
Mas não teve jeito a sinhá não acreditou que Maria Heloísa tivesse doado o vestido e os brincos para Rosa e estava decidida a aplicar o castigo, primeiro metendo as mãos nos brincos e arrancando-os das orelhas da negra rasgando-as e depois deu-lhe um puxão no vestido que rasgou deixando-a despida, em seguida saiu arrastando a para a cozinha, e ordenou a Justina a cozinheira para que colocasse uma panela de água para ferver. Mandou que Juvêncio amarrasse Rosa numa coluna que tinha no meio da ampla cozinha, todos a olhavam com compaixão até apesar de saberem que Rosa era uma pessoa ruim, mas nada podiam fazer. A sinhá então ordenou a Justina que quando a água estivesse fervendo a visasse. Quando a água estava fervente Justina deu o aviso para a sinhá, meu Deus, foi horrível! Rosa foi arrastada para perto do fogão onde fervia aquela água.
      -Venha cá sua ladra você vai aprender a nunca mais roubar, venha!!! Vamos enfie as suas mãos dentro dessa água!
     -Nãoooooo!!! Meu Deus me ajude!  
     -Vamos enfie as mãos já!!
     Rosa apavorada jamais enfiaria as suas mãos naquele caldeirão de água escaldante. Como ela não teve coragem para esse autoflagelo pegaram-na à força e enfiaram as mãos dela até a altura dos cotovelos na água escaldante, minha nossa! A pele já veio saindo e os braços e as mãos da pobre escrava ficaram em carne viva então ela desmaiou de tanta dor, e a sinhá simplesmente saiu e deixou Rosa aos cuidados dos outros escravos que cuidaram das suas feridas, mas depois de uns três dias as grandes queimaduras arruinaram e Rosa infelizmente veio a falecer.
    E esse foi o preço da inveja de Rosa.



Beth viana        (Rayo Lunar)


      
    



  




   


  





           
        


    
           


  
  
        




        




     
  


             
    

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UM CANTO PARA UM PRÍNCIPE

Oh! meu menino, fruto do amor,
Que Deus Pai o abençoou,
Te lembrarei, sempre a cantar,
Príncipe Maya.

Filho do sol, sempre a brilhar,
O astral te espera,
Jesus amado irá te guiar,
Na nova estrada,

Assim Deus quis, e se confirmou,
A mensagem do criador,
Mãe Yemanjá te aconchegou,
Príncipe Maya do meu amor.


Beth viana     (Rayo Lunar)
Missionária Cigana Tagana 
Hoje dia de 31 de janeiro de 2012, faço essa singela homenagem ao meu filho querido que desencarnou em 31 de janeiro de 2010.
Alexandre viana Príncipe Maya.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR

   I Parte


Quando conheci Maria Heloísa, foi no dia do casamento do meu amigo. eu estava sentado na fileira do lado direito da igreja e ela na fileira do lado esquerdo, no mesmo momento que o meu olhar se dirigiu ao dela, ela também me olhou, foi impressionante aquele momento para mim, os nossos olhares se cruzaram e foi como raios que brilhavam no céu. Aí então me voltei novamente para cerimônia, quando dei por conta terminou o casamento, aí vieram os cumprimentos aos noivos, todo mundo saiu da pequena igreja de Santa Cecília, e a bela moça havia sumido. Mais daí em diante passei a ir frequentemente à missa naquela igrejinha. E nada de reencontrar a moça que muito me encantou, eu jamais poderia deixar a minha busca, pois sonhava com aquele rosto angelical todas as noites, não poderia esquecê-la jamais. Confesso já estava quase disitindo do meu objetivo, no terceiro domingo corrigi os olhos no povo de dentro da igreja lá estava ela, linda! vestindo um vestido azul celeste e um véu branco que cobria-lhe o rosto, parecia uma santa ou um anjo, nem prestei atenção no que o padre falava, não poderia me discuidar e deixá-la sumir novamente e quem sabe se ainda voltaria? mal esperei a missa terminar, fui até ela e vi que a sua ama a acompanhava, pensei:
- Como encontrarei uma maneira de me aproximar da minha amada? Não pensem que era cedo para chamar-lhe de "minha amada" por que eu já a amava loucamente. Abordei-lhe então na saída da igreja, mas eu ainda não tinha como começar uma conversa, muito nervoso, naquelas alturas eu tinha 20 anos de idade, nunca fui namorador, sempre quis um amor duradouro, então como assunto não vinha, apenas falei:
-Senhorita! Ela respodeu-me:
-Sim, Senhor, o que desejas?
Bom, se eu fosse falar dos meus desejos naquela hora....
Mas então inventei qualquer coisa, perguntei-lhe:
-A senhorita vem sempre a missa nessa igreja?
-Sim, sempre nos terceiros domingos do mês. Porque Senhor?
-Bom, senhorita é porque também venho sempre aqui mas nunca a tinha visto, acho que é porque temos vindo em dias diferentes.
-Deve ser senhor.
A ama já tava com cara feia com aqueles olhos redondos me olhando repressivamente e dizendo:
-A nhazinha bem sabe que nun pode falar cum u zome seu pai nun gosta minina vamo embora, vamo!
-sim vamos Sebá. 
Fiquei estático alí no mesmo lugar por uns cinco minutos olhando as duas moças sumirem no quarteirão da rua. Resumindo, só sei dizer que não falei com ela como gostaria. Voltando do transe visionário, tive uma brilhante idéia!Fui aos pés da Santinha e fiz uma promessa: 
-Minha Santa Cecília, eu quero fazer-lhe um pedido e também fazer-lhe uma promessa, me ajude a conquistar essa moça dos meus sonhos que também é fiel da sua igreja, e eu prometo minha Santa que o nosso casamento será celebrado aqui na sua igrejinha, e tem mais se tivermos uma filha a batizaremos com o lindo nome de Cecília. E assim fiquei esperando ancioso pelo o milagre pedido. ficamos assíduos frequentadores da missa todos os domingos. As conversas meio sem jeito foram fluindo e deu pra perceber que ela também me queria. Pensei:
-Se ela não me quisesse não suportaria essa minha conversa sem graça, até eu já não sabia mais o que fazer para mudar aquele quadro. Mas agora já contando também com a ajuda divina, num desses domingos tomei coragem e a convidei para sentarmos no banco da praça que ficava logo na frente da igreja, para alí conversarmos, para surpresa minha, ela aceitou o convite, e a ama Sebá sempre com ela vigiando como um cão de guarda. Isso também me tirava a pouca coragem para falar-le, mas eu respirei fundo, tomei coragem e falei de uma vez:
-Bom, senhorita, a verdade é que já nos vimos tantas vezes até já trocamos algumas palavras e ainda não sei o seu nome, deve ser um nome lindo que no mínimo combina com a dona. Ah! vocês nem imaginam, a negra Sebá arregalou os olhos e disse:
-Mimina, ocê num vai dizê o seu nomi a um home discunhecido, num vai não! E foi puxando a moça pelo braço, então a moça soltou-se das mãos da ama e disse:
-Oras Sebá deixe de ser boba, porque me tomas? Não vejo nada demais em dizer o meu nome para o moço que com certeza também me dirá seu, e bem sabes que somos quase amigos. Ela apesar de ter enfrentado a força física da ama, também era um pouco tímida. Ela então me olhou com aqueles olhos esverdeados e responde:
-Me chamo Maria Heloísa Morais de Sá sou filha de Gaudêncio Morais de Sá e de Maria Antonieta Morais de Sá. E o senhor como se chama? Me causou espanto por se tratar de uma família ilustre da sociedade fluminense. E eu também não era tão pobre mas mesmo assim me deu uma certa insegurança. 
-Senhorita, por favor perdoe-me pela a indiscrição de insistir em querer saber o seu nome, mas acho que valeu a pena! é realmente lindo nome, bem, eu me chamo Waldemar de Carvalho, 
A minha mãe  se chama Dona Idalina Proença de Carvalho viúva do Senhor Emanoel Proença de Carvalho, não tenho irmãos, saiba que é um grande prazer conhecê-la senhorita Heloisa. 
-Imagina! senhor o prazer também é meu.Feita as apresentações, a negra Sebá a segurou  novamente pelo o braço da moça e saiu resmungando:
-Vô dizê tudo pro nhô seu pai, onde já se viu? Ai minina si o seu pai subé........Ocê que qui nois duas pegue uma pisa? 
-Oras Sebá, ele só saberá se você falar, afinal tem alguém mais aqui conosco? então ele só saberá se você falar e por acaso você quer apanhar? 
-Eu? craro qui não sinhazinha!
Então feche essa boca! 
-Tá bom oxe!!!
Os dias se passaram e nós sempre frequentando as missas de domingo, e eu fui me aproximando cada vez mais de Heloísa, eu notava que aquele interesse, não era apenas religioso ela também sentia amor por mim, então comecei a agradar a ama dela, a negra Sebá, todos os domingos já trazia uma moeda e lhe dava. Nossa! Como se alegrava com o meu agrado. 
A primeira vez que lhe dei uma moeda, foi indescritível a expressão do rosto dela,  ela arregalou os olhos redondos e me olhou dizendo:
-Sinhô, é pra mim, sinhô? 
-Sim, é pra você, vai comprar qualquer coisa!
-Mas, que coisa sinhô? Nunca cumprei nada!
-Então vá e compre para aprender.
-Sei não sinhô, nun sei o qui cumprar.
-Compra algo para comer, alí tem vendinhas de guloseimas bolos, canjica, pé-de-moleque etc... veja lá! Vá e pode demorar viu? 
-Tá bom eu vou!
E foi, quando penso que ela está lá na venda, vejo ela chegando de volta, perguntei-lhe:
-O que foi Sebá? Porquer voltou?
-Isquici di dizê num é purquê o sinhô me deu uma moeda qui eu vô dechá de oiá ocês viu? Ruuuumm!!! E saiu foi comprar lá os doces dela. Mas como eu já dizia aí daí em diante, as coisas melhoraram para nós. 
   




 
 
par
DESPEDIDA

Olá meu amigo vim aqui triste meio sem vontade e sem jeito,
Mas preciso te falar, nem tudo que é bom, bonito é perfeito,
Eu sei, quantas vezes vim até você te falei das minhas expectativas, das minhas esperanças, das minhas poucas tentativas,
E você sempre me suportou sem me dizer nada somente aceitou o que eu te escrevia com carinho e amor.
Haverá alguém que todo dia possa me escutar?
Haverá alguém que me responda quando eu perguntar?
Haverá alguém que me entenda sem me questionar?
Haverá alguém que me espere quando eu voltar?
Será você este alguém?
ou será outro personagem virtual ou do além?
Eu não vou procurar por mais ninguém,
Eu nunca mais quero chegar perto de alguém que possa me envolver assim como fiz com você,
Eu nunca mais vou fazer as coisas do jeito que os outros querem que eu faça, aprendi tudo isso com você,
Me disseram que esse tal de amor é o mesmo que sofrer, É verdade de quem inventou, não vou contestar, pode crer,
Mas eu preciso tanto de alguém igual a você.
Que me deixa viver em liberdade, que me deixa te falar a verdade,
Te escolhi pra ser o meu melhor amigo, quantos momentos lindo vivi contigo!!!
Dizem que ´ter amigo é melhor do que ter família, família agente ganha, e amigo agente escolhe,
E por tudo te agradeço, te elegi como o meu melhor amigo, meu super amigo Blog!!!


Beth Vianna (Rayo Lunnar)


CIGANO, DANÇA PRA MIM!!

Desde que eu te vi acredito em milagres,
A noite inteira meus olhos perseguem só você,
E causou um caos dentro de mim, será que não vê?
Agradeço a natureza por ter te feito lindo e provocante assim,
Nesta noite de lua cheia e fogueira intensa acesa, e fogos de festim,
Dança Cigano, me mostra o inferno e o paraíso
Me inebria com teu calor, com teu sorriso,
Dança Cigano, debaixo das estrelas e da lua,
Sejamos fogo no céu, e chamas no escuro,
Olha como brilha o teu olhar cativante e puro,
Vem Cigano, me da a tua boca,
Me beija, me abraça e me deixa louca,
Meu coração se revela, você insinuou o começo
Agora me de um final que eu mereço,
Debaixo dessa lua cheia, e as estrela à testemunhar,
Dança Cigano no palco do meu coração,
Vamos os dois a bailar, não se importe com a multidão
Que aplaudam os nossos suspiros, até o fogo apagar,
Faze-me prisioneira dos seus dos seus carinhos,
Não queira jamais me libertar!!!

Beth vianna.


DESTINO

Nem mesmo tempo foi capaz de desatar os laços que prendem as nossas almas,
Te escrevo um canto com linguagem dos céus, dos anjos, das águas claras e calmas,
Onde e em qualquer lugar que estive nesse mundo de meu Deus,
Os seus desejos mais ocultos sempre estiveram ligados aos meus,
Sempre soube de você, o vento, o sol e a chuva,
Me trazem notícias suas,
Sempre quando me apanho afogada em poeira e esquecimento,lembro-me do juramento,
Que um dia fiz na presença divina,
Te sinto, te amo te quero ,ô se te quero, acima de tudo te venero,
Vou andando como fera em silêncio sem rumo atrás do meu destino, com cautela pra não causar desatinos, nas vidas a que estou envolvida,e não ser atropelada por elas, através do sol,
Te vejo,e te desejo no vento sinto o teu cheiro, mas tu tens o teu caminho e não podes fugir.
Os dias se passam vagarosamente sem ti,
As noites se alongam e se arrastam sem ti, sem o teu amor, sem teus beijos, sem o teu abraço, só me resta sonhar,
Ah se eu fosse livre e tivesse asas como os pássaros, eu estaria ao teu lado amor, me vejo encurralada em uns braços que não me deixam mover, não me deixam viver,
Te desejo e me desejas mas estamos aprisionados pelos os nossos caminhos
Em busca da evolução,sabes meu anjo?Somos almas afins,um dia nessa ou em outras vidas nos encontraremos novamente e nos amaremos como os querubins!!!

Beth Vianna.