Logo que eu cheguei no vale como paciente o que eu vi era tudo tão lindo, tão maravilho, os mestres com suas indumentárias principalmente o branquinho, pra mim era símbolo de santidade, o templo era um santuário cheio de pessoas maravilhosas, amorosas caridosas, fraternas nossa! é tanto que quando fui convida para desenvolver não me achei digna de fazer parte dessa corrente. O nosso templo era bem humilde construído em madeiras, nas paredes tinham tecidos coloridos e o chão era recoberto de pedrinhas britadas era tão gostoso entrar naquele templo a energia suave!!
com o passar do tempo comecei a perceber que os mestres não eram tão santos assim.
comecei a ver mestres em festas de bagunça, vi até alguns bebendo bebida alcoólica, e também presenciei por várias vezes discussões entre os mestres, nossa! que coisa feia! aí meu mundo desmoronou como assim? no vale somos ensinados de que não devemos beber bebidas alcoólicas, não devemos freqüentar festas com energias pesadas, aprendemos que todos somos iguais, que devemos nos amar,... eu me perguntei: Onde está o respeito por essa doutrina? onde está a conduta de que se fala tanto? fiquei deveras muito triste e até pensei sair do vale. Lá foi o único lugar onde se cultua uma religião ou doutrina que eu me identifiquei, na igreja católica fui batizada lá mas nunca gostei de assistir missa, sempre achei que aquelas palavras que o padre fala é tudo muito longe da gente são palavras que nunca me tocaram, nunca senti nada assistindo uma missa. Igrejas evangélicas também nunca gostei, só fazem barulhos na verdade eu tinha medo daqueles clamores a Deus sei lá, e o Vale é uma doutrina que reúne todas as religiões, e eu me encantei era algo diferente, que me tocava, me emocionava de verdade.
Então, depois que fui conhecendo o mestrado nas suas individualidades fiquei triste e resolvi me queixar com a espiritualidade.
Fui para os tronos com um Ajanã atendemos muitos pacientes até que o Preto velho pediu pra encerrar, aí eu pedi a oportunidade pra conversar sobre o que eu estava descobrindo sobre o mestrado.
_Eu disse: Salve Deus meu pai vovô Agripino, eu estou muito triste e pretendo sair dessa doutrina. Aí o preto me perguntou:
_Porque minha fia quer abandonar o seu cajado ?
Aí falei de tudo e tal, meu pai se aqui se ensina a fazer as coisas certas e porque tem mestres que faz tudo errado? Nossa! olha a vergonha que eu passei! o preto velho me perguntou:
_E a minha fia aprendeu fia o que foi ensinado pra minha fia?
Eu respondi: Graças a Deus meu pai, então minha fia fique e faça como a fia aprendeu viu fia? Deixe os outros fazerem como quiserem a lição foi dada igual para todos! Agora uns aprendem mais rápido outros demoram um pouco mais viu fia não se preocupes!!
O que eu fiz botei a minha violinha no saco e me aquietei e estou lá até hoje
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